Algumas da mulheres que padronizaram a luta pela emancipação feminina na altura da implantação da República.
Para uma reflexão sobre a emancipação feminina.
Resultados nas Caldas das Taipas
Ministro das finanças no governo provisório da República, ministro português em Madrid, rico proprietário e agricultor, etc. Nasceu a 5 de Março de 1858, na Golgã e faleceu a 31 de Outubro de 1929. Era filho de Carlos Relvas e de sua mulher, D. Margarida Amália de Azevedo Relvas. Matriculou-se na Universidade de Coimbra na faculdade de Direito, que só frequentou até ao segundo ano, abandonando-o então para seguir o Curso Superior de Letras, o qual concluiu em 1880, escrevendo nesse ano a sua tese, intitulada O Direito feudal, que apresentou na prova final do curso. Pertencente ao Directório do Partido Republicano, quando em 5 de Outubro de 1910 foi implantada a República foi ele quem, das varandas da Câmara de Lisboa, anunciou publicamente tal acontecimento. No Governo provisório então constituído ocupou a pasta das Finanças. Depois, de Outubro de 1911 a Maio de 1914, foi embaixador em Espanha. Regressado, afastou-se da política desgostoso com as lutas partidárias em que foi fértil a Primeira República, voltando apenas, por um curto período, quando após a revolta monárquica de Janeiro de 1919 aceitou formar Governo, acumulando a Presidência com a pasta do Interior (27 de Janeiro a 30 de Março de 1919).
Joaquim Teófilo Fernandes Braga nasceu em Ponta Delgada a 24 de Fevereiro de 1843 e morreu em Lisboa a 28 de Janeiro de 1924. Foi político, escritor e ensaísta português. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, fixa-se em Lisboa em 1872, onde ensina literatura no Curso Superior de Letras (actual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Estreia-se na literatura em 1859 com Folhas Verdes. Da sua carreira literária contam-se obras de história literária, etnografia, poesia, ficção e filosofia. Estudante universitário em Coimbra desde 1861, participou na Questão Coimbrã e em 1868 doutorou-se em Direito com a tese História do Direito Português - Os Forais. De 1872 a 1910, regeu a cadeira de Literaturas Modernas no Curso Superior de Letras, em Lisboa.
Afonso Augusto da Costa nasceu a 6 de Março de 1871 em Santa Maria, no Concelho de Seia, filho do advogado Sebastião Fernandes da Costa e Ana Augusta Pereira da Costa. Morreu em Paris a 11 de Maio de 1937, tendo sido sepultado inicialmente em Neuilly-sur-Seine, no jazigo de Robert Burnay, sendo trasladado posteriormente, em 1950, para o cemitério de Cemitério do Père-Lachaise, em Paris. Os seus restos mortais só em 1971 foram trasladados para Portugal, encontrando-se actualmente em Seia, no jazigo da família.

No âmbito do seu programa de comemoração do Iº Centenário da República, os alunos do 9º Ano visitaram a exposição em epígrafe, na antiga cadeia da Relação, no Porto.
Núcleos/espaços de visita
I - Sant’Ana - A Caminho da República 1891-1910
II - Pátio - O 5 de Outubro
III - Senhor de Matosinhos - Implantar e defender a I República 1910-18
IV - Santo António - Restauração e Fim da I República 1918-26
V - Santa Teresa - A Ditadura e o Reviralho 1927-31
VI - Átrio das Colunas - Uma Ditadura para durar 1932-34
VII - Sala das Colunas - Resistir 1934-58
VIII - Átrio do Tribunal - O Furacão Delgado 1958-62
IX - Sala do Tribunal - Da Guerra Colonial ao 25 de Abril de 1974
Esta exposição é organizada pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e comissariada por Tereza Siza e Manuel Loff.

Maria José Silva Marques - 9º F
Rita Isabel da Silva Gonçalves - 9º F
Marisa Rafaela Costa Ribeiro
Raquel Sofia Moreira Ferreira

Do nosso leitor Francisco Brito recebemos duas notas sobre alguns vultos da política vimaranense:
Planificação do trabalho a desenvolver:


Lista completa dos membros: José Pinto Teixeira Abreu, Presidente; Mariano Felgueiras, Manuel Ferreira Guimarães, Júlio António Cardoso; José Leite Rodrigues da Silva; Manuel Caetano Martins; José Ribeiro de Freitas. (Cortesia, prof. Rui Faria)




Dia a dia vamos registando mais entusiasmo nesta linda estancia que vem sendo frequentada pela nossa melhor sociedade.
Tivemos o prazer de ver ontem entre nós a talentosa escritora inglesa Miss Beatrix Keppel Thompsom, que aqui veio como enviada especial do jornal inglês “Times”, afim de colher informes sobre as nossas estancias. A nossa ilustre viajante retirou daqui com agradabilissimas impressões assegurando que faria conhecer no seu país a nossa linda estancia, onde encontrara um hotel e um balneário modelares, como não viu ainda mais confortaveis nem com mais aceio.

No dia 6 de Outubro de 1911, comemorou-se o primeiro Aniversário da República em Guimarães. Foi uma quinta feira de festejos com música e fogo de artifício, onde estiveram presentes a população, o presidente da Comissão Municipal, Teixeira d’Abreu e os Drs. Alfredo Pimenta (ilustre republicano) e Eduardo de Almeida. À noite, uma marcha foi animada pela filarmónica, o regimento de Infantaria 20 e a respectiva banda.
Ao povo de Guimarães
Adelaide Cabete é uma das figuras importantes da história portuguesa do início do século XX. Foi médica e professora. Nasceu em Elvas, em 25 de Janeiro de 1867 e faleceu em Lisboa, em 14 de Setembro de 1935. De origem humilde e órfã, desde criança conheceu o duro trabalho de servir, em casas ricas de Elvas, nas quais, de ouvido, aprendeu os rudimentos da escrita e leitura. Licenciou-se em Medicina no ano de 1900, na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, apresentando como tema de dissertação de conclusão de curso um estudo intitulado A Protecção às Mulheres Grávidas Pobres, mais tarde publicado. Mais informação
Ana Castro Osório - Escreveu, em 1905, “Mulheres Portuguesas”, o primeiro manifesto feminista português. Foi pioneira na luta pela igualdade de direitos. O seu activismo levou à criação da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas. Colaborou com Afonso Costa na criação da Lei do Divórcio. Defendeu até à exaustão que as mulheres não deviam ser meras peças decorativas e que a educação era o “passo definitivo para a libertação feminina”. Esta mulher notável é considerada a fundadora da literatura infantil em Portugal. Escreveu romances, novelas e peças de teatro.
Maria Veleda foi uma mulher pioneira na luta pela educação das crianças e os direitos das mulheres e na propaganda dos ideais republicanos, destacando-se como uma das mais importantes dirigentes do primeiro movimento feminista português, tendo dedicado grande parte da sua vida à defesa dos ideais de justiça, liberdade, igualdade e democracia, na busca de uma sociedade melhor. Mais informação.
Carolina Beatriz Ângelo