segunda-feira, 30 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Sobre a República - Livros

O 5 de Outubro e a Primeira República (Ana Maria Magalhães, António Reis e Isabel Alçada), recorrendo às palavras do editor, "é uma obra de divulgação sobre um período crucial da História de Portugal – a instauração da República e o regime republicano até 1926. Aliando rigor científico e clareza de exposição, os autores colocam à disposição do público uma síntese, que é também uma chave para entender este agitado e complexo período da nossa História."
Eis uma abordagem, de cariz histórico, acessível a todos os nossos leitores, amplamente ilustrada e de leitura fluente, graças à capacidade de escrita límpida e objectiva dos autores.
Retirado daquisegunda-feira, 9 de maio de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
Proposta de Monumento à República, na cidade do Porto

A estrutura era constituída por várias plataformas que serviriam aos visitantes como espaços de observação da cidade.
Na primeira plataforma, erguida a 16 metros do solo, ficariam cenas alegóricas relativas ao movimento de 31 de janeiro de 1891 e à revolução de 5 de outubro de 1910.
O topo seria encimado pela estátua da Vitória com 11 metros de altura.
Para financiar a obra a Câmara Municipal do Porto socorreu-se de um empréstimo popular, através da emissão de cadernetas ao preço individual de 1$040 reis, pagos em 52 prestações se manais.
sábado, 26 de março de 2011
Uma Viagem na República

A Escola EB 2, 3 de Caldas das Taipas participou nesta iniciativa através da excelente prestação da Bárbara Rodrigues, do Daniel Salazar, da Alexandra e do José Alberto, do João Pedro e da Ana Sofia, da Helena e do Diogo.
O ensino Secundário Liceal na Iª República

a) burgueses ricos, com ligações ao sistema bancário, ao grande comércio e à propriedade fundiária, tinham governado o país no primeiro decénio do século com o apoio das chefias do exército;
c) "povo miúdo", ainda insuficientemente evoluído, constituído por pequeníssimos proprietários rurais, por jornaleiros e criados da lavoura, e por operários industriais.
Em termos de população activa, 60% ou mesmo um pouco mais, era predominantemente rural; 20% trabalhava na indústria (sobretudo têxtil) e apenas 13% no sector terciário, um quadro que permitia qualificar de arcaica a estrutura da sociedade portuguesa no início do século XX. A classe média, que tinha feito a revolução, herdava igualmente uma conjuntura preocupante:
* uma crise social provocada pelo crescimento agrícola em detrimento do desenvolvimento industrial e pelo afluxo marcado da população às grandes cidades;
* Uma crise económico-financeira, marcada pela falência de bancos, aumento da dívida pública e pela contracção do investimento;
* uma crise moral, com frequentes escândalos públicos de corrupção.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Portal da Iª República

Algumas entradas:
- Cronologia;
- Biografias;
- Instituições;
- Debates parlamentares;
- Legislação;
- Documentos;
- Iconografia
- Imprensa;
- Bibliografia.
- Roteiro de fontes;
- Pesquisa temática.
A monarquia do Norte
Assim, a 19 de janeiro de 1919, a Junta do Norte proclamou, no Porto, a restauração da Monarquia, anunciando a constituição de uma Junta Governativa. Esta era constituída por Henrique de Paiva Couceiro, que, além de presidente, tinha a seu cargo a pasta da Fazenda e Subsistências; António Adalberto Sollari Allegro, com a pasta do Reino; o visconde do Banho, encarregado dos Negócios Eclesiásticos, da Justiça e da Instrução; na Guerra e Comunicações, João de Almeida; nos Negócios Estrangeiros, Luís de Magalhães; nas Obras Públicas, Correios e Telégrafos, Artur da Silva Ramos; e na Agricultura, Comércio e Indústria e Trabalho, o conde de Azevedo.
A proclamação da Junta do Norte gerou focos de resistência ao poder republicano em vários pontos do País.
No Norte, os republicanos foram perseguidos e presos, sendo utilizado o Eden-Teatro do Porto como local onde decorriam os interrogatórios.
A 23 de janeiro, seguindo os passos dos monárquicos do Norte, os monárquicos de Lisboa concentraram-se em Monsanto, acabando, porém, por ser vencidos em pouco tempo. Os monárquicos do Norte, porém, mantiveram posições durante perto de um mês, dominando a quase totalidade do Minho e Trás-os-Montes, e ainda parte das Beiras. A revolta caiu a 13 de fevereiro, com a entrada no Porto das tropas fiéis à República.
Monarquia do Norte. In Infopédia. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
Disponível na www: www.infopedia.pt/$monarquia-do-norte
Mais informação aqui
sexta-feira, 4 de março de 2011
Exposição "Percursos, conquistas e derrotas das mulheres na 1ª República
Exposição "Percursos, Conquistas e Derrotas das Mulheres na 1ª República" Galeria do Salão Medieval - Largo do Paço – Braga4 - 31 de Março2ª a 6ª FEIRA: 9H00-12H30 I 14H00-17H30 O Conselho Cultural da Universidade do Minho apresenta, a partir da próxima sexta-feira, dia 4 e até 31 de Março, a Exposição " Percursos, Conquistas e Derrotas das Mulheres na 1ª República", na galeria do Salão Medieval, no Largo do Paço em Braga.Esta exposição, cedida pelo Biblioteca Museu República e Resistência da Câmara Municipal de Lisboa, foi concebida para trazer à luz a problemática feminina deste período da nossa história. O Conselho Cultural vai aproveitar a ocasião para promover um conjunto de iniciativas sobre a problemática do género, cuja primeira terá lugar já no próximo dia 11 de Março, pelas 21h30, no Salão Medieval com um debate sobre questões actuais das conquistas das mulheres.A exposição é rica em imagens de mulheres feministas e republicanas militantes que se empenharam na luta politica projectando os seus anseios e reivindicações.O Conselho Cultural convida a participar em todas as Iniciativas que têm ENTRADA LIVRE. quinta-feira, 3 de março de 2011
A moeda republicana
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Imagens da República
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
As diferentes constituições de Portugal
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Vultos femininos da Iª República
Algumas da mulheres que padronizaram a luta pela emancipação feminina na altura da implantação da República.
Para uma reflexão sobre a emancipação feminina.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Eleições para a Presidência da República
Resultados nas Caldas das TaipasCavaco Silva 56, 03%
Manuel Alegre 20,49%
Fernando Nobre 14,01%
Francisco Lopes 5,54%
José Coelho 2,66%
Defensor Moura 1,27%
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O dia do Regicídio
Filme inédito sobre os funerais de D. Carlos e D. Luís Filipe
Pequena História da República
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Personagens da República IV - JOSÉ RELVAS
Ministro das finanças no governo provisório da República, ministro português em Madrid, rico proprietário e agricultor, etc. Nasceu a 5 de Março de 1858, na Golgã e faleceu a 31 de Outubro de 1929. Era filho de Carlos Relvas e de sua mulher, D. Margarida Amália de Azevedo Relvas. Matriculou-se na Universidade de Coimbra na faculdade de Direito, que só frequentou até ao segundo ano, abandonando-o então para seguir o Curso Superior de Letras, o qual concluiu em 1880, escrevendo nesse ano a sua tese, intitulada O Direito feudal, que apresentou na prova final do curso. Pertencente ao Directório do Partido Republicano, quando em 5 de Outubro de 1910 foi implantada a República foi ele quem, das varandas da Câmara de Lisboa, anunciou publicamente tal acontecimento. No Governo provisório então constituído ocupou a pasta das Finanças. Depois, de Outubro de 1911 a Maio de 1914, foi embaixador em Espanha. Regressado, afastou-se da política desgostoso com as lutas partidárias em que foi fértil a Primeira República, voltando apenas, por um curto período, quando após a revolta monárquica de Janeiro de 1919 aceitou formar Governo, acumulando a Presidência com a pasta do Interior (27 de Janeiro a 30 de Março de 1919).quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Exposição "O Jogo da Política Moderna!" - Desenho Humorístico e Caricatura na I República

Exposição "O Jogo da Política Moderna!" - Desenho Humorístico e Caricatura na I República.
Reitoria da UMinho, Largo do Paço, Braga, entre sexta-feira, 10-12-2010 e segunda-feira, 31-01-2011
A Galeria do Salão Medieval da Reitoria da UMinho acolhe a exposição, organizada pela Câmara de Lisboa e apresentada pelo Conselho Cultural da Universidade do Minho. Aqui
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Personagens da República III - TEÓFILO BRAGA
Joaquim Teófilo Fernandes Braga nasceu em Ponta Delgada a 24 de Fevereiro de 1843 e morreu em Lisboa a 28 de Janeiro de 1924. Foi político, escritor e ensaísta português. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, fixa-se em Lisboa em 1872, onde ensina literatura no Curso Superior de Letras (actual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Estreia-se na literatura em 1859 com Folhas Verdes. Da sua carreira literária contam-se obras de história literária, etnografia, poesia, ficção e filosofia. Estudante universitário em Coimbra desde 1861, participou na Questão Coimbrã e em 1868 doutorou-se em Direito com a tese História do Direito Português - Os Forais. De 1872 a 1910, regeu a cadeira de Literaturas Modernas no Curso Superior de Letras, em Lisboa.Actividade política - Militante no Partido Republicano, de tendência socialista e anticlerical. Após a queda da Monarquia, em 1910, presidiu ao governo provisório e em 1915 foi Presidente da República. Exerce vários cargos de destaque nas estruturas do Partido Republicano Português. Em 1 de Janeiro de 1910 torna-se membro efectivo do directório político, conjuntamente com Basílio Teles, Eusébio Leão, José Cupertino Ribeiro e José Relvas. A 28 de Agosto de 1910 é eleito deputado por Lisboa, e em Outubro do mesmo ano torna-se presidente do Governo Provisório. Em 1015 torna-se Presidente da República, face à demissão de Manuel de Arriaga, cumprindo o mandato deste até ao dia 5 de Outubro do mesmo ano, sendo substituído por Bernardino Machado. Foi autor de uma História das Ideias Republicanas em Portugal (1880).
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Personagens da República II - AFONSO COSTA
Afonso Augusto da Costa nasceu a 6 de Março de 1871 em Santa Maria, no Concelho de Seia, filho do advogado Sebastião Fernandes da Costa e Ana Augusta Pereira da Costa. Morreu em Paris a 11 de Maio de 1937, tendo sido sepultado inicialmente em Neuilly-sur-Seine, no jazigo de Robert Burnay, sendo trasladado posteriormente, em 1950, para o cemitério de Cemitério do Père-Lachaise, em Paris. Os seus restos mortais só em 1971 foram trasladados para Portugal, encontrando-se actualmente em Seia, no jazigo da família.Em 1883 realizou, na Guarda, os primeiros exames secundários, ingressando no Liceu da Guarda em Outubro desse mesmo ano. Em 1888, entrou na faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, sendo um dos melhores alunos do curso onde, em 1894, se licenciou. Doutorou-se a 9 de Junho com a dissertação A Igreja e a questão social, obra em que ataca violentamente a então recente encíclica Rerum novarum. Em 1896 torna-se professor da Universidade de Coimbra (era o mais novo de todo o corpo catedrático) tornando-se, igualmente, um advogado muito respeitado. Entrou na política cedo - defendendo ideias republicanas – afirmando-se como uma das mais importantes figuras do Partido Republicano. Foi Presidente do Conselho de Ministros, ministro, dirigente do Partido Republicano e do Partido Democrático. Entrou no Parlamento nas eleições de 1900 e também com a proclamação da República em 1910, assumindo a pasta da Justiça do Governo Provisório. Afonso Costa era corajoso e determinado, criou as condições básicas para um estado laico. Mais tarde foi afastado do poder pelo golpe de Sidónio Pais e não voltou para o governo. Em oposição ao Estado Novo, exilou-se em Paris.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Personagens da República I - BERNARDINO MACHADO

Em 1860, a família regressa definitivamente a Portugal, fixando residência em Joanes, concelho de Famalicão. O pai virá a ser o 1.º barão daquela localidade. Em 1872, aquando da sua maioridade, opta pela nacionalidade portuguesa.
Em 1882, casa com Elzira Dantas, filha do conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira, de quem teve dezoito filhos.
Faleceu em 28 de Abril de 1944.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Oa sete pecados da República
1. O vazio ideológico - Não tardou muito para que os próprios limites do modelo político-constitucional em que a República assentara viessem ao cimo, revelando, também, por entre outros matizes, o vazio ideológico de parte dos seus líderes. Entretanto, era cada vez mais notória a frustração com que os partidos conservadores - reduzidos a uma fraca expressão eleitoral - passaram a encarar o golpismo militar como o instrumento mais eficaz para fazer face a um Partido Democrático que, através de uma rede de caciques espalhada por todo o país, controlava, diretamente, grande parte dos atos eleitorais.
2. A alienação do apoio das classes mais baixas - No seu conjunto, as classes mais humildes estavam convencidas de que a implantação da República se traduziria imediatamente numa melhoria da situação económica nacional, o que, a prazo, acabaria por se refletir favoravelmente no seu nível de vida. Entretanto, e uma vez que nenhuma mudança significativa tinha sido introduzida nesse sentido, a impaciência das classes trabalhadoras começou a exteriorizar-se, de tal forma que nos primeiros meses de 1911 já quase todas as corporações operárias de Lisboa tinham organizado greves. O movimento estendeu-se rapidamente a todo o país, contabilizando-se, no final de 1911, um total de 42 greves envolvendo 25.670 grevistas; de resto, a orientação sindicalista revolucionária vinha, também ela, conquistando cada vez mais adeptos entre os trabalhadores.
3. A "questão religiosa" - Sendo certo que a "questão religiosa" surge reiteradamente como um dos problemas estruturantes que mais têm sido apontados para justificar o fracasso da experiência da I República portuguesa, a verdade é que são poucos os elementos que permitem concluir que a Lei de Separação entre as Igrejas e o Estado - promulgada a 20 de abril de 1911 pelo ministro da Justiça, Afonso Costa - teve uma influência direta no afastamento da República, e do seu ideário, em relação às classes rurais e conservadoras, tradicionalmente católicas. É aliás sabido que, apesar de logo na primeira reunião do Conselho de Ministros, realizada a 9 de outubro de 1910, o ministro da Justiça ter feito aprovar um decreto ordenando a expulsão ou a passagem compulsiva de ordens religiosas à vida secular, o ministro do Interior António José de Almeida acabaria por expedir, quase em simultâneo, uma circular aos governadores civis recomendando-lhes que o culto religioso fosse respeitado em todas as igrejas. António José de Almeida procurava corrigir e moderar os ímpetos mais reformistas que a lei refletia, reenquadrando-a e subordinando-a a propósitos mais gerais: o Governo da República respeita a religião de cada cidadão como mero caso de consciência, contra o qual ninguém pode atentar, e só proceder contra o clericalismo e a reação por serem contrários à liberdade humana, à paz e à ordem social.
4. A ausência de uma política económica - O regime republicano não definiu uma política económica e financeira própria. Os objetivos avançados pelos republicanos neste domínio - fomento económico e equilíbrio das contas públicas - eram bastante idênticos aos contemplados no modelo económico da Regeneração, apesar de considerarem premente a revisão da estratégia a prosseguir. Importa, contudo, não esquecer que, apesar das propostas de fomento avançadas pela República terem ficado, na maioria dos casos, por concretizar, foram sendo incorporadas algumas novidades bastante significativas, nomeadamente a aposta na difusão da instrução, defesa da exploração racional das colónias e aumento do crédito agrícola.
5. A falta de apoio popular - Em termos gerais, e contextualizando o país da revolução, a população portuguesa, composta por 5,5 milhões de habitantes, era maioritariamente analfabeta, permanecendo, no essencial, à margem do significado e do impacto do republicanismo vitoriado. Este seria, de resto, um dos argumentos mais evocados para justificar a renúncia ao direito ao sufrágio universal, tão evocada durante a propaganda, e que a lei eleitoral de 1913 - bem mais restritiva do que a legislação eleitoral monárquica - consubstanciaria.
6. A participação de Portugal na guerra - No seu conjunto, a participação de Portugal na I Guerra Mundial ditou o fim da I República. A guerra pôs a nu, exacerbando-as, todas as clivagens que tinham caracterizado o regime desde a sua implantação, em outubro de 1910: acentuou a impopularidade do Partido Democrático e de Afonso Costa e contribuiu para intensificar o conflito entre o movimento operário e a República.
7. O peso dos monopólios e um vazio do Estado - No início da década de 20, no país diferente que saíra da guerra, eram vários os políticos a considerar que a República tinha falsificado o seu programa, não só porque manteve os monopólios existentes à data da proclamação do regime (tabacos, fósforos), como criara novos privilégios e monopólios. O fracasso do poder político perante o peso e a influência alcançados pelos "grupos económicos" - que durante estes anos chegaram a controlar os principais jornais do país ("Diário de Notícias", "O Século" e "O Primeiro de Janeiro") -, era o reflexo do insucesso das políticas económicas republicanas, aliado à ausência de uma estratégia de atuação global que reservasse ao Estado um papel mais interventivo e dinâmico.
Texto completo publicado na revista Única de 2 de outubro de 2010.
Texto completo aqui
domingo, 19 de dezembro de 2010
Reconhecimento da república portuguesa pelos Estados Unidos da América (EUA)

Em 28 de Maio de 1911 realizaram-se as eleições para a Assembleia Constituinte que reuniu pela primeira vez em 19 de Junho, tendo nessa sessão sido abolida a monarquia e adoptado como forma de governo a República Democrática. Nesse mesmo dia o encarregado de negócios americano entregou a Bernardino Machado, ministro dos Negócios Estrangeiros, uma nota pela qual o governo dos Estados Unidos reconhecia formalmente o governo da República Portuguesa. A atitude americana foi seguida pelo México em 29 de Junho e por Salvador em 13 de Julho. (Continuação)
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Visita de estudo à Exposição "RESISTÊNCIA. Da alternativa republicana à luta contra a ditadura (1891-1974)
No âmbito do seu programa de comemoração do Iº Centenário da República, os alunos do 9º Ano visitaram a exposição em epígrafe, na antiga cadeia da Relação, no Porto.
Núcleos/espaços de visita
I - Sant’Ana - A Caminho da República 1891-1910
II - Pátio - O 5 de Outubro
III - Senhor de Matosinhos - Implantar e defender a I República 1910-18
IV - Santo António - Restauração e Fim da I República 1918-26
V - Santa Teresa - A Ditadura e o Reviralho 1927-31
VI - Átrio das Colunas - Uma Ditadura para durar 1932-34
VII - Sala das Colunas - Resistir 1934-58
VIII - Átrio do Tribunal - O Furacão Delgado 1958-62
IX - Sala do Tribunal - Da Guerra Colonial ao 25 de Abril de 1974
Esta exposição é organizada pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e comissariada por Tereza Siza e Manuel Loff.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Visita do Presidente do Brasil a Portugal, em 1910
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
No início da Iª República ... o mundo em 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Entrega de prémios
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Concurso "Tenho fé na República"
Critérios que presidiram à escolha dos trabalhos premiados:
• Rigor histórico;
• Pesquisa desenvolvida e temática abordada;
• Criatividade;
• Materiais utilizados;
• Percepção do objectivo fundamental das comemorações do Iº Centenário da República.
1º Prémio

Carolina da Silva Ferreira - 9º E
David Capela Martins Silva - 9º E
Maria José Silva Marques - 9º F
Rita Isabel da Silva Gonçalves - 9º F
Marisa Rafaela Costa Ribeiro
Raquel Sofia Moreira Ferreira
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Os Presidentes da República
___________________________________
Uma análise corrosiva de Guerra Junqueiro sobre o estado letárgico do povo português
humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo,
burro de carga,
besta de nora,
aguentando pauladas,
sacos de vergonhas,
feixes de misérias,
sem uma rebelião,
um mostrar de dentes,
a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas
é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante,
não se lembrando nem donde vem,
nem onde está,
nem para onde vai;
um povo, enfim,
que eu adoro,
porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso
da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro
de lagoa morta (...) Uma burguesia,
cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal,
sem palavras,
sem vergonha,
sem carácter,
havendo homens
que, honrados (?) na vida íntima,
descambam na vida pública
em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia,
da mentira à falsificação,
da violência ao roubo,
donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral,
escândalos monstruosos,
absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...) Um poder legislativo,
esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador;
e este, finalmente, tornado absoluto
pela abdicação unânime do país,
e exercido ao acaso da herança,
pelo primeiro que sai dum ventre
- como da roda duma lotaria.
A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara
ao ponto de fazer dela saca-rolhas; Dois partidos (...),
sem ideias,
sem planos,
sem convicções,
incapazes (...)
vivendo ambos do mesmo utilitarismo
céptico e pervertido, análogos nas palavras,
idênticos nos actos,
iguais um ao outro
como duas metades do mesmo zero,
e não se amalgamando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...)
Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896
sábado, 13 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Uma história da República contada pelas crianças
No âmbito da comemoração do Centenário da República, os meninos do pré-escolar apresentaram aos seus colegas mais adultos e à comunidade, uma pequena história encenada sobre a transição da monarquia para a República. Ficou o registo impressionante destes artistas de tenra idade que, de viva voz, interpretaram alguns quadros da monarquia e os ambientes republicanos que lhe sucederam.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
História da república
Trabalho realizado por Adriana Pereira e Juliana Barbosa (9º F)
sábado, 23 de outubro de 2010
Sarau "Tenho fé na República"
Foi elaborado um guião com excertos do livro de “ Memórias – Tomo I” de Raul Brandão e de “Pátria” de Guerra Junqueiro. Intercalados com estes excertos, selecção de poemas de Mário Sá Carneiro, Gomes Leal, Fernando Pessoa e Almada Negreiros. Depois de efectuado o alinhamento de todo o material literário, procedeu-se a uma encenação dramática dos principais momentos revolucionários da implantação da República. Parafraseando Fernando Pessoa, no seu poema “Mar Português”: - Valeu a pena? Sim, vai valer a pena. As nossas almas não serão pequenas para espelhar os cem anos da República Portuguesa.
O sarau decorreu na noite de 4 de Outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Concursos sobre a República

Concursos a desenvolver no AET
Concurso Imagens da República - Elaboração e selecção do melhor cartaz sobre a República. Trabalhos individuais ou colectivos .
Figuras Republicanas - Fixar, na sala de aula, uma figura republicana e a sua biografia. Trabalho elaborado pelos alunos.
Concurso – Caricaturas e cartoons da República - Recolha de cartoons e caricaturas sobre o fim da monarquia e os primeiros anos de república.
Regulamento - consultar Departamento de CSH
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Sobre os presidentes da C. M. de Guimarães
Do nosso leitor Francisco Brito recebemos duas notas sobre alguns vultos da política vimaranense: 1º - O Dr. José Joaquim de Oliveira Bastos não foi Presidente da Câmara durante a I República. Foi Presidente da Câmara durante a Monarquia do Norte (que durou aproximadamente 25 dias). Oliveira Bastos foi (juntamente com o Conde de Margaride e, se não me engano, com o Coronel Amado) um dos principais opositores à I República em Guimarães, tendo estado ligado a vários movimentos monárquicos durante esse período.
2º- O facto de se ter exercido o cargo de Presidente da Câmara durante a I República não é sinónimo de se ser republicano... Por exemplo o Dr. João Rocha dos Santos era monárquico e, quando se deu a restauração monárquica no norte do país, saudou o movimento monárquico (como se pode ver no Livro de Actas da C. M. Guimarães).
domingo, 23 de maio de 2010
Construção da bandeira nacional em telas modulares
Planificação do trabalho a desenvolver:1. O trabalho vai se levado a cabo pelo grupo disciplinar de Educação Visual e Tecnológica, do 2.º ciclo do Ensino Básico e pelos grupos disciplinares de Educação Visual e de Educação Tecnológica, do 3.º ciclo.
2. Tratamento iconográfico da Bandeira da República:
a) a bandeira nacional vai ser tratada num conjunto de sete telas de 1,20 m X 0,60 m;
b) cada tela representará um símbolo integrante da bandeira acompanhado pelo texto explicativo do respectivo significado;
c) numa tela de maior dimensão (2,10 m X 1,40 m) será apresentada a actual Bandeira da República, conforme a imagem.
4. A comissão organizadora pretende reproduzi-lo em placard modular (outdoor) para apresentação noutros espaços públicos.
5. Por fim, será colocado em local de destaque na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclos de Caldas das Taipas.
terça-feira, 11 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Raul Rego - República: regime civilista (2)

Raul Rego, República Regime Civilista, conferência proferida no 83º aniversário da Implantação da República (Guimarães).
quarta-feira, 28 de abril de 2010
República - regime civilista (Raul Rego)

sexta-feira, 23 de abril de 2010
Viver Abril

sábado, 27 de março de 2010
Primeira comissão republicana de Guimarães
Lista completa dos membros: José Pinto Teixeira Abreu, Presidente; Mariano Felgueiras, Manuel Ferreira Guimarães, Júlio António Cardoso; José Leite Rodrigues da Silva; Manuel Caetano Martins; José Ribeiro de Freitas. (Cortesia, prof. Rui Faria)
sexta-feira, 26 de março de 2010
O ensino em Guimarães no início da República

Os exames eram executados e em seguida avaliados por um júri. Era maior o número de alunos aprovados por suficiente do que por óptimo. O número de aprovados por distinção era bastante reduzido. Muitas crianças chegavam até a faltar. Nesta altura, as crianças eram muitas vezes obrigadas a conjugar a escola com o trabalho.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Ecos da República em Guimarães

Foto: Largo da Oliveira (in Casa de Sarmento)
Semana da Leitura

Joaquim Teófilo Fernandes Braga nasceu a 24 de Fevereiro de 1843 em Ponta Delgada. Desde cedo mostrou inclinação para a literatura, pois em 1859, com apenas dezasseis anos publicou, na tipografia onde trabalhava, o livro "Folhas Verdes". Em 1861 vai para Coimbra e ingressa no curso de Direito. Nessa época, em suas colaborações no jornal "O Instituto" e na "Revista de Coimbra", já se mostrava contra aos exageros ultra-românticos. Em 1864 publica as obras "Visão dos Tempos" e "Tempestades Sonoras", consideradas obras revolucionárias, pois tem uma nítida função social. Ao terminar o curso de Direito, Teófilo foi viver na cidade do Porto e depois vai para Lisboa, onde passa a leccionar literatura no Curso Superior de Letras. Republicano Militante, é convidado em 1910 para exercer o cargo de Presidente do Governo Provisório, sendo eleito, algum tempo depois, Presidente da República. Além de poeta e político, Teófilo Braga foi um dos mais brilhantes historiadores da literatura portuguesa. Faleceu 28 de Janeiro de 1924 na cidade de Lisboa. Ler mais
terça-feira, 23 de março de 2010
Eduardo d'Almeida - a crítica social
Com a instauração da República em Portugal é chamado à cidade natal, onde irá assumir as funções de primeiro administrador do Concelho do novo regime. Do seu exercício nesse cargo ficariam na memória, antes de mais, as suas profundas preocupações sociais. Em 1911, foi eleito deputado por Guimarães para a constituinte. Vide, No cinquentenário da morte de Eduardo d'Almeida.
Eduardo d'Almeida - curta biografia
Sugestões: Biografia
Eduardo de Almeida, ilustre republicano de Guimarães

segunda-feira, 22 de março de 2010
No dia da árvore, a ÁRVORE do CENTENÁRIO
Pretendeu-se, ainda, consciencializar para a importância da preservação da floresta autóctone local e regional. A aluna Ana Martinho fechou esta actividade com a declamação de uma poesia de António Ramos Rosa, Cada árvore é um ser para ser em nós. Na semana da República, em Outubro, será descerrada, junto deste exemplar, uma placa comemorativa alusiva ao centenário.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Imprensa de influência republicana publicada no concelho de Guimarães





















